Minha Duília – por Arlindenor Pedro


Ah…Maria Adélia! Minha Duília !
Minha portuguesinha da Rua-do-Jogo-da Bola
Lembranças que me deu o poeta
“Viagem aos seios de Duilia”!

Amor juvenil…primaveril
Da Central do Brasil
Do Campo de Sant’Anna
Dos gatos, dos gansos, da escuridão da caverna
Das cutias que nunca fogem.

Da companhia nas arruaças no centro da cidade:
matar aula na Rua da Alfandega.
O medo dos canhões do Palácio do Exército!
Dos beijos de lingua
Da mão nas coxas.

Ah… Adélia!Minha Duília!
Naquela época você não sabia dançar
Que pena: não aproveitamos os bailes da escola
Para esfregar as coxas
Para sentir o seu cheiro de laquê no cabelo
Para passar a lingua no ouvido

Ah…Te troquei por uma loira
que nem gostava de mim

Minha Duília…

Grajaú, 1968

Arlindenor Pedro 

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