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O “irrealismo”capitalista de Mark Fisher- André Márcio Neves Soares

No entendimento de Fisher, se a classe operária aceitou a social-democraciacomo uma conciliação de classe, a globalização, com sua sistemática de produção e consumo globais, acabou com essa pacificação. A partir da década de 1980 o que se viu foi o acirramento da batalha entre classes em cada país, com o resultado momentâneo da vitória do neoliberalismo. Fisher ilustra muito bem esse entendimento relacionando o ano de 1984, emblemático por ser o ano da distopia de George Orwell e da viragem feroz do paradigma capitalista com o atentado thatcherista contra os mineiros em nome de uma suposta liberdade. Continuar lendo O “irrealismo”capitalista de Mark Fisher- André Márcio Neves Soares

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História e Desamparo: Mobilização de Massas e Formas Contemporâneas de Anti-Capitalismo – Moishe Postone

 O colapso do Fordismo significou o fim da fase de desenvolvimento à escala nacional assente na direcção do estado – quer na base do modelo comunista, do modelo social-democrata ou do modelo de desenvolvimento estatista do Terceiro Mundo. Isto colocou enormes dificuldades a muitos países e imensas dificuldades conceptuais para todos aqueles que encaravam o estado como um agente positivo promotor da mudança e do desenvolvimento. Continuar lendo História e Desamparo: Mobilização de Massas e Formas Contemporâneas de Anti-Capitalismo – Moishe Postone

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O médio oriente e a síndrome do anti-semitismo – Robert Kurz

Certamente também ao estado de Israel, que é evidentemente parte integrante da economia mundial capitalista, podem ser atribuídos, dada a sua forma, todos os atributos negativos da estatalidade moderna e do moderno sistema produtor de mercadorias. Mas, devido ao seu carácter singular, já que constitui em última instância um produto involuntário dos nazis e da lógica de aniquilação da subjectividade capitalista na sua extrema agudização, este estado é o primeiro, o último e o único a conter um momento decisivo de justificação, que aliás faltou desde o início a todos os estados revolucionários nacionais do Terceiro Mundo (os quais, afinal, todos começaram muito rapidamente a assumir expressões bem feias). Trata-se de um estado capitalista que é expressão da forma de sujeito capitalista, mas que, simultaneamente e numa articulação paradoxal, representa a necessidade e a legítima defesa extremas contra essa mesma forma de sujeito. Continuar lendo O médio oriente e a síndrome do anti-semitismo – Robert Kurz

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Um corte maior: Anulação das dívidas – Robert Kurz

O pensamento emancipador deve demarcar-se de forma aguda de interpretações economicamente vulgar-keynesianas, ideologicamente irracionais e muitas vezes étnico-neonazis. Pressupondo isto e sabendo, que se trata apenas de uma exigência parcial para a defesa imediata contra a destruição da reprodução social, pode a exigência da anulação de todas as dívidas impagáveis, não só do Terceiro Mundo, tornar-se um motivo importante do novo movimento social mundial. Continuar lendo Um corte maior: Anulação das dívidas – Robert Kurz

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