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Da loucura do trabalho para Dejours: nota sobre a Psicopatologia do capitalismo – André Márcio Neves Soares

Por tudo isso, Dejours entende que a organização de trabalho “robotizado”, perigosa, fragmentada como tem sido a tônica desde o auge do capitalismo pode acarretar na perda de esperança e de sonhos por parte da classe trabalhadora. Assim, pode ocorrer o que ele chama de bloqueio na relação entre o homem e o trabalho. Esse bloqueio patogênico, para ele, está relacionado ao modo predatório que o trabalho atinge as necessidades da estrutura mental do trabalhador. Continuar lendo Da loucura do trabalho para Dejours: nota sobre a Psicopatologia do capitalismo – André Márcio Neves Soares

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Breve crítica da democracia louvada – André Márcio Neves Soares

É bem possível que estamos a viver em um tipo de “necrodemocracia” desde o golpe parlamentar contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2106. De fato, a eleição do obscuro deputado federal Jair Bolsonaro para presidente do Brasil em 2018 apenas desvelou, por completo, a face mais cruel de um sistema político anacrônico que vigora nesse país desde sempre. Nele, a classe dominante, mas também uma grande parcela da classe média idiotizada pelo eterno sonho de subir na escala social custe o que custar, assumiram o discurso assustador de que os fins justificam os meios, ou seja, de que era preciso erradicar da vida política brasileira o principal líder da grande massa que aterroriza a elite oligárquica econômica da “Faria Lima”: Luiz Inácio “Lula” da Silva. Continuar lendo Breve crítica da democracia louvada – André Márcio Neves Soares

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Emancipação na crise – Tomasz Konicz

Desde o iluminismo, o núcleo da ideologia capitalista tem sido ideologizar o capitalismo como um modo de produção “natural”, sem contradições e apropriado à natureza humana, como uma formação social que é simplesmente expressão da natureza humana e – o mais tardar desde a ascensão do darwinismo social – que se desenvolve economicamente de acordo com as mesmas leis que os sistemas ecológicos “naturais”. Consequentemente, esta “natureza capitalista” sintética da dominação sem sujeito do capital,15 com os seus níveis mediadores de mercado, política, justiça, indústria cultural etc., é sempre apenas a base, nunca o objecto do discurso publicado das sociedades capitalistas tardias. E é precisamente por isso que a procura de bodes expiatórios, que rapidamente se desvia para o fascismo, ganha tanta popularidade em tempos de crise,16 uma vez que a economia de mercado “natural” é literalmente imaginada como natural, potencialmente sem contradição. Assim, para a pessoa “esclarecida” na sociedade burguesa, o capitalismo parece tão “natural” como o feudalismo parecia dado por Deus ao homem medieval. Continuar lendo Emancipação na crise – Tomasz Konicz

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A Escalada da Guerra de Ordenamento Mundial sobre a Ucrânia – Herbert Bottcher

Em 1989, o Ocidente capitalista considerou-se vencedor sobre o Oriente desmoronado. Não se reconheceu que não era um concorrente sistémico, mas o “irmão gémeo” do Ocidente capitalista que tinha atingido o seu fim: a variante estatista da produção de mercadorias, que já não era competitiva com o Ocidente nem era já capaz de lidar com a revolução microelectrónica. O que não foi percebido foi que este fracasso era o prenúncio da crise agravada do capitalismo, na qual o limite lógico interno da produção de mercadorias marcava os limites do desenvolvimento cada vez mais claramente também no Ocidente. O erro a que o Ocidente sucumbiu não foi – como se afirma repetidamente – a ilusão de uma paz perpétua, que subestimou o desejo imperial da Rússia, mas a ilusão de vitória sobre o suposto concorrente sistémico, que lhe permitiu fanfaronices sobre o “fim da história” (Francis Fukuyama) na sua conclusão em mercado e democracia, ignorando ao mesmo tempo os seus próprios processos de crise e desintegração. Continuar lendo A Escalada da Guerra de Ordenamento Mundial sobre a Ucrânia – Herbert Bottcher

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