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Sujeito Contemporâneo – um debate com o Prof. Robson Oliveira

É o grande mérito do livro de Robson de Oliveira, ter empreendido a primeira análise de diferentes episódios da história da literatura mundial relacionando-os com as etapas do desenvolvimento da forma-sujeito. Ele fala de uma verdadeira “dupla acumulação primitiva”: objetiva – a subordinação da vida social à lógica do capital, crescente de forma incessante durante a modernidade – e subjetiva: a importância crescente da abstratificação e da indiferença (o autor retira de Georg Simmel o conceito de “blasé”) das estruturas psíquicas dos portadores dessa modernidade. Isso diz respeito, deve-se sublinhar, a todas as classes sociais, embora nem sempre da mesma forma: o “sujeito burguês” é uma categoria mais ampla do que apenas a classe burguesa. De maneira bem convincente, ele mostra que a forma-sujeito, que é uma pura abstração, se constitui pelo fim da Idade Média na Europa, paralelamente à emergência do dinheiro, e em relação estreita com uma nova maneira de conceber o tempo, em prelúdio à sua futura abstratificação e aceleração. Continuar lendo Sujeito Contemporâneo – um debate com o Prof. Robson Oliveira

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O objetivo socialista e o novo movimento operário – Robert Kurz

O que está na agenda não é nem a impotente manutenção da tradição, nem o flerte “tático” com o movimento de classe média hoje dominante na superfície social (ou mesmo a desafortunada união de ambos na forma da NHT),[1] mas um esclarecimento impiedoso da questão de por que o comunismo, apesar de um desenvolvimento capitalista para além do seu amadurecimento, ainda não foi capaz de triunfar? Um debate sobre o objetivo socialista é inevitável se a esquerda marxista quiser encontrar o caminho de volta a si mesma. Continuar lendo O objetivo socialista e o novo movimento operário – Robert Kurz

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O Capitalismo não tem salvação . Mas, como escapar dele ?André Márcio Neves Soares

Sobre o que chamo de “teoria das pequenas comunidades”, ela nem mesmo está sendo gestada, discutida, vislumbrada como uma alternativa. Por quê? Porque está no âmago dessa proposta o suplantar do Estado como o conhecemos hoje, seja ele neoliberal, social-liberal ou capitalista estatal. A globalização não elevará o “estúpido duende bípede” (LUXEMBURGO, 1902) ao paraíso fetichista de vida terrena prazerosa, bancada eternamente pela ciência e tecnologia inesgotáveis. Mesmo as drogas alucinatórias estão no seu limite, diante da nossa sede insaciável por mais alienação e satisfação egoica. Ao contrário, é provável que apenas o reverso do que está posto possa indicar alguma saída para o precipício da jornada humana, a saber, o re-aprender com os povos remanescentes que convivem harmonicamente com o planeta terra. Essa é uma ideia que julgo promissora. É preciso elaborá-la com carinho. Continuar lendo O Capitalismo não tem salvação . Mas, como escapar dele ?André Márcio Neves Soares

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História e Desamparo: Mobilização de Massas e Formas Contemporâneas de Anti-Capitalismo – Moishe Postone

Como é bem sabido, o período desde o início dos anos 70 tem sido marcado por transformações estruturais históricas massivas da ordem global, frequentemente entendidas como a transição do Fordismo para o pós-Fordismo (ou, melhor, do Fordismo para o pós-Fordismo [e] para o capitalismo global neoliberal). Esta transformação da vida social, económica e cultural, que implicou o enfraquecimento da ordem centrada no Estado de meados do século XX, foi tão importante como a transição anterior do capitalismo liberal do século XIX para as formas estatais intervencionistas e burocráticas do século XX. Continuar lendo História e Desamparo: Mobilização de Massas e Formas Contemporâneas de Anti-Capitalismo – Moishe Postone

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