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Os destinos do marxismo – ler Marx no século XXI- Robert Kurz

Quando o Marx clássico examina a História como um todo, no sentido do conceito hegeliano virado materialista de desenvolvimento e de progresso, fá-lo com o conceito de “história das lutas de classes”, assim projectando, portanto, o processo de desenvolvimento e imposição do capitalismo para toda a história anterior. Só com o conceito de fetiche empregado pelo Marx esotérico se torna possível denominar, num nível teórico de abstração mais elevado, uma comunidade de todas as formas sociais até hoje, não simplesmente através de retroprojeções da era moderna: por mais diferentes que as suas relações possam ter sido, nunca houve sociedades autoconscientes ,que pudessem decidir livremente sobre a utilização das suas possibilidades, houve sempre apenas sociedades que foram dirigidas por meios fetichistas dos mais diferentes tipos (rituais, personificações, tradições determinadas pela religião, etc.). Ter-se-ia de falar aqui de uma “história de relações de fetiche”. O moderno sistema produtor de mercadorias, com a sua economia autonomizada irracionalmente, representa, portanto, apenas a última forma de fetichismo social, fustigada pela sua própria dinâmica cega.

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O objetivo socialista e o novo movimento operário – Robert Kurz

O que está na agenda não é nem a impotente manutenção da tradição, nem o flerte “tático” com o movimento de classe média hoje dominante na superfície social (ou mesmo a desafortunada união de ambos na forma da NHT),[1] mas um esclarecimento impiedoso da questão de por que o comunismo, apesar de um desenvolvimento capitalista para além do seu amadurecimento, ainda não foi capaz de triunfar? Um debate sobre o objetivo socialista é inevitável se a esquerda marxista quiser encontrar o caminho de volta a si mesma. Continuar lendo O objetivo socialista e o novo movimento operário – Robert Kurz

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No estômago do monstro: a segunda rodada da CoronaCrise – Maurilio Lima Botelho

O estômago do monstro capitalista inchou de tal modo que sua fome só pode ser abreviada com volumes cada vez maiores de ração monetária. Mas não há cirurgia bariátrica que dê conta disso — estamos próximos de uma catástrofe financeira inédita. Continuar lendo No estômago do monstro: a segunda rodada da CoronaCrise – Maurilio Lima Botelho

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