Post fixo

A subdemocracia brasileira – André Márcio Neves Soares

Dessa maneira, o conceito de “subdemocracia” brasileira não está na forma como ela se deu, mas no método a que foi submetida. De fato, na nossa trajetória republicana o povo sempre foi excluído, enganado, marginalizado até, antes de ser reintroduzido na cena política, apenas para legitimar os acordos firmados entre os detentores do poder. Nessa toada, não importa se os governos que se sucederam foram encabeçados por militares, como nos períodos Vargas e na ditadura de 1964-1985, ou não, como no período pós-ditadura. Não à toa, a expressão “República Democrática de Direitos” só foi introduzida na Constituição de 1988. Não que espelhe a realidade, pois continuamos mais para uma “República Oligárquica de Direitos”. Mas é sintomático que, até 1988, a democracia sequer era mencionada na Carta Magna do nosso país. Continuar lendo A subdemocracia brasileira – André Márcio Neves Soares

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O objetivo socialista e o novo movimento operário – Robert Kurz

O que está na agenda não é nem a impotente manutenção da tradição, nem o flerte “tático” com o movimento de classe média hoje dominante na superfície social (ou mesmo a desafortunada união de ambos na forma da NHT),[1] mas um esclarecimento impiedoso da questão de por que o comunismo, apesar de um desenvolvimento capitalista para além do seu amadurecimento, ainda não foi capaz de triunfar? Um debate sobre o objetivo socialista é inevitável se a esquerda marxista quiser encontrar o caminho de volta a si mesma. Continuar lendo O objetivo socialista e o novo movimento operário – Robert Kurz

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O Capitalismo não tem salvação . Mas, como escapar dele ?André Márcio Neves Soares

Sobre o que chamo de “teoria das pequenas comunidades”, ela nem mesmo está sendo gestada, discutida, vislumbrada como uma alternativa. Por quê? Porque está no âmago dessa proposta o suplantar do Estado como o conhecemos hoje, seja ele neoliberal, social-liberal ou capitalista estatal. A globalização não elevará o “estúpido duende bípede” (LUXEMBURGO, 1902) ao paraíso fetichista de vida terrena prazerosa, bancada eternamente pela ciência e tecnologia inesgotáveis. Mesmo as drogas alucinatórias estão no seu limite, diante da nossa sede insaciável por mais alienação e satisfação egoica. Ao contrário, é provável que apenas o reverso do que está posto possa indicar alguma saída para o precipício da jornada humana, a saber, o re-aprender com os povos remanescentes que convivem harmonicamente com o planeta terra. Essa é uma ideia que julgo promissora. É preciso elaborá-la com carinho. Continuar lendo O Capitalismo não tem salvação . Mas, como escapar dele ?André Márcio Neves Soares

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