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A sociedade autofágica- Resenha de Eleutério Prado

Anselm Jappe é um dos teóricos da corrente de pensamento crítico contemporâneo que se autodenomina de “crítica do valor”, a qual tem como fundadores principais dois pensadores bem conhecidos no Brasil: Moishe Postone e Robert Kurz. Essa linhagem de reflexão que provém de Marx é, entretanto, adversária do que ela própria denomina de “marxismo tradicional”. Em sua visão, este último tronco, assim como os seus vários ramos, nunca quis enfatizar a irracionalidade intrínseca do processo de acumulação de capital. Preferiu, ao contrário, concentrar-se na questão da distribuição dos frutos do progresso que dele resulta. Continuar lendo A sociedade autofágica- Resenha de Eleutério Prado

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A “Guerra pela Eternidade”, de B. Teitelbaum: O Tradicionalismo Político Ocidental como contenção do Anticristo – uma visão Tradicionalista do livro de Benjamim Taítelbaum.

Em uma das conversas reproduzidas no livro, Teitelbaum expõe as diferenças entre o ideólogo do tradicionalismo russo Alexander Dugin e Bannon, que naquela época havia começado a colaborar com o dissidente chinês Guo Wengui. Bannon tentou convencer o filósofo russo de que a Rússia e os Estados Unidos deveriam se unir sob o legado da civilização judaico-cristã (que segundo Bannon é o elo entre a Rússia e o Ocidente) contra a China como “baluarte de valores materialistas”. No entanto, Dugin tem uma visão fundamentalmente diferente do Ocidente e da China das posições de seu homólogo americano. Portanto, o “pacto entre tradicionalistas” proposto por Bannon não se concretizou. Continuar lendo A “Guerra pela Eternidade”, de B. Teitelbaum: O Tradicionalismo Político Ocidental como contenção do Anticristo – uma visão Tradicionalista do livro de Benjamim Taítelbaum.

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Sujeito Contemporâneo – um debate com o Prof. Robson Oliveira

É o grande mérito do livro de Robson de Oliveira, ter empreendido a primeira análise de diferentes episódios da história da literatura mundial relacionando-os com as etapas do desenvolvimento da forma-sujeito. Ele fala de uma verdadeira “dupla acumulação primitiva”: objetiva – a subordinação da vida social à lógica do capital, crescente de forma incessante durante a modernidade – e subjetiva: a importância crescente da abstratificação e da indiferença (o autor retira de Georg Simmel o conceito de “blasé”) das estruturas psíquicas dos portadores dessa modernidade. Isso diz respeito, deve-se sublinhar, a todas as classes sociais, embora nem sempre da mesma forma: o “sujeito burguês” é uma categoria mais ampla do que apenas a classe burguesa. De maneira bem convincente, ele mostra que a forma-sujeito, que é uma pura abstração, se constitui pelo fim da Idade Média na Europa, paralelamente à emergência do dinheiro, e em relação estreita com uma nova maneira de conceber o tempo, em prelúdio à sua futura abstratificação e aceleração. Continuar lendo Sujeito Contemporâneo – um debate com o Prof. Robson Oliveira

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A democracia devora seus filhos – um livro em debate- um encontro com o prof. Maurilio Lima Botelho

Essa indeterminação histórica é o ponto de partida de Robert Kurz para discutir a relação entre fascismo e capitalismo. Em sua análise, o fascismo histórico aparece como um processo de gestação da democracia. A oposição entre fascismo e democracia erra porque apreende momentos ou etapas distintas de um mesmo processo histórico, manejando categorias abstratas (democracia, ditadura, liberdade) sem a sua respectiva moldura temporal Continuar lendo A democracia devora seus filhos – um livro em debate- um encontro com o prof. Maurilio Lima Botelho

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