Post fixo

Sujeito Contemporâneo – um debate com o Prof. Robson Oliveira

É o grande mérito do livro de Robson de Oliveira, ter empreendido a primeira análise de diferentes episódios da história da literatura mundial relacionando-os com as etapas do desenvolvimento da forma-sujeito. Ele fala de uma verdadeira “dupla acumulação primitiva”: objetiva – a subordinação da vida social à lógica do capital, crescente de forma incessante durante a modernidade – e subjetiva: a importância crescente da abstratificação e da indiferença (o autor retira de Georg Simmel o conceito de “blasé”) das estruturas psíquicas dos portadores dessa modernidade. Isso diz respeito, deve-se sublinhar, a todas as classes sociais, embora nem sempre da mesma forma: o “sujeito burguês” é uma categoria mais ampla do que apenas a classe burguesa. De maneira bem convincente, ele mostra que a forma-sujeito, que é uma pura abstração, se constitui pelo fim da Idade Média na Europa, paralelamente à emergência do dinheiro, e em relação estreita com uma nova maneira de conceber o tempo, em prelúdio à sua futura abstratificação e aceleração. Continuar lendo Sujeito Contemporâneo – um debate com o Prof. Robson Oliveira

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Post fixo

A democracia devora seus filhos – um livro em debate- um encontro com o prof. Maurilio Lima Botelho

Essa indeterminação histórica é o ponto de partida de Robert Kurz para discutir a relação entre fascismo e capitalismo. Em sua análise, o fascismo histórico aparece como um processo de gestação da democracia. A oposição entre fascismo e democracia erra porque apreende momentos ou etapas distintas de um mesmo processo histórico, manejando categorias abstratas (democracia, ditadura, liberdade) sem a sua respectiva moldura temporal Continuar lendo A democracia devora seus filhos – um livro em debate- um encontro com o prof. Maurilio Lima Botelho

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A Sociedade autofágica – uma conversa com Anselm Jappe – o livro que estou lendo

O narcisismo tem parte ligada à tecnologia. É o vetor da ilusão de toda-potência. Ela ajuda o indivíduo a permanecer em uma forma constante de adolescência que é, de resto, uma noção relativamente moderna. Como resumia perfeitamente Yves Saint-Laurent, nossa época é a primeira em que as mães querem parecer suas filhas e não o inverso. Pela primeira vez na História crescer não é percebido como uma vantagem. Assiste-se a uma recusa da idade e, portanto, da maturação. A flexibilidade abole a maturação da personalidade. Continuar lendo A Sociedade autofágica – uma conversa com Anselm Jappe – o livro que estou lendo

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