Post fixo

Para não dizer que não falei das flores – André Márcio Neves Soares

Hoje, 21/09/2022, surgiu a notícia (extraoficial) de que o ministério da defesa exigiu que o exército seja o responsável pela validação das urnas. Se isso se confirmar, o cenário é, nada mais nada menos, do que uma nova tentativa camuflada de golpe. No entanto, a sinalização contrária ao golpe vinda dos Estados Unidos, por mais de uma vez, se for a valer como parece, é a pá de cal nas intenções golpistas dos desesperados da vez. Infelizmente, quer queiramos ou não, o adágio que diz que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o resto das Américas” ainda é verdadeiro. Daí a torcida fanática deste escriba pela vitória de Biden contra Trump. Menos por afinidades políticas do que por praticidade. De fato, o “soft power” dos democratas é, nesse momento, menos danoso para nossas eleições do que o “trumpismo” desvairado. Sem a chancela de Washington, são poucas as chances dosmilitares “lesas-pátrias” avançarem contra a ordem democrática nacional. Continuar lendo Para não dizer que não falei das flores – André Márcio Neves Soares

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O paradoxo da globalização II – André Márcio Neves Soares

Este artigo está centrado na contemporânea contradição entre um regime político em franco declínio – a democracia liberal que deveria ter sido vencedor após a queda do último grande bastião dos regimes totalitários da história (III),a URSS, e o avanço sistemático das forças de extrema direita nessas primeiras décadas do século XXI. Como efeito, o desmantelamento do bloco soviético, no final do século passado, deu a impressão de que finalmente a então guerra fria entre os países ocidentais comprometidos com o neoliberalismo haviam vencido o leste europeu e os países que seguiram a cartilha do Estado onipresente, no palco das ideias políticas. Hoje, em plena terceira década do século XXI, especialmente após a crise econômica/financeira dos “subprimes” americanos dos anos 2007/2008, a cantada vitória neoliberal parece ter sido precipitada. O que deu errado? Continuar lendo O paradoxo da globalização II – André Márcio Neves Soares

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O paradoxo da globalização I- André Márcio Neves Soares

A globalização, como paradigma final da humanidade, tinha por fim tornar a sociedade humana uma só, derrubando fronteiras. Esse sonho (talvez o termo mais propício seja devaneio), acalentado especialmente pelas forças mais poderosas do grande capital transnacional, atraiu esforços, nos últimos 50 anos, no sentido de acelerar o processo de mundialização capitalista. De fato, estamos reunidos numa espécie de aldeia global como jamais estivemos antes. Dos confins mais remotos do polo norte às estações de pesquisa e vigilância na parte mais extrema do polo sul não faltam as comunicações de controle e vigilância dos países que operam essas empreitadas. E, no entanto, a sensação que tenho, e que é compartilhada por muitas pessoas que conheço, além de corroborada com as notícias que nos infestam diariamente, é de que o mundo nunca esteve tão dividido. Para ser sincero, salvo a globalização dos mercados financeiros de dinheiro fictício, a realidade do planeta Terra nunca esteve tão calamitosa. Continuar lendo O paradoxo da globalização I- André Márcio Neves Soares

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O esgotamento de Pindorama- André Marcio Neves Soares

Nesse momento de cenário famélico, é preciso estar muito atento ao entorno da política nacional, pois a perspectiva de uma mudança de governo tranquila, de acordo com a vontade dos eleitores, como determina a plena democracia, está bem ameaçada. De fato, os movimentos políticos do atual presidente, junto com o seu séquito de militares instalados em todas as esferas do poder, reforçam os temores dos mais perspicazes de que a transição para um eventual novo governo do PT não será pacífica.Destarte, é imperioso ter em mente os seguintes fatos: Continuar lendo O esgotamento de Pindorama- André Marcio Neves Soares

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