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O diabo veste farda – Eduardo Papa

O EXÉRCITO BRASILEIRO cobriu-se de vergonha quando seu comandante aceitou a
indisciplina de Pazuello, ganhando dias depois a mais alta condecoração da
corporação, que entrou no perigoso caminho de se transformar em um puxadinho
da milícia.
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O Brasil à venda, mas Bolsonaro sangra – André Márcio Neves Soares

Se o processo de “impeachment” é essencialmente político, e de fato é (infelizmente nos últimos 30 anos estamos indo em direção ao terceiro pleito),talvez a consequência menos visualizada seja a da transformação do nosso sistema de governo, legalmente presidencialista, para o subterrâneo do parlamentarismo não oficial. Em si, os dois sistemas de governos são plenos de direitos desde que um deles esteja em vigor pelas leis do país. Mas estamos, no frigir dos ovos, aumentando o poder do que não é autorizado pela nossa constituição, o parlamentarismo, em detrimento do outro que vigora na nossa carta magna, o presidencialismo. Ou seja, estamos invertendo nosso sistema de governo, pelo menos a cada 10 anos nas últimas 3 décadas, sem o respaldo constitucional, incentivados pelo espetáculo das disputas de pura imagem, tão propício ao capital, pois este se totaliza na relação entre as pessoas, mediada pelas imagens, nos termos de Debord.  Continuar lendo O Brasil à venda, mas Bolsonaro sangra – André Márcio Neves Soares

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O Brasil não tem perdão – André Márcio Neves Soares

A infame chacina de Jacarezinho mostrou aos brasileiros dotados de um mínimo de emotividade – os outros merecem ser submetidos a estudos psicológicos sérios -, três coisas de maneira definitiva: 1) “Deus” não é brasileiro, apesar das narrativas religiosas sempre justificarem acontecimentoscomo esse, desde a escravidão; 2) a luta de classes aqui é apenas um pano de fundo para esconder a verdadeira luta pela vida; e 3) a sociedade brasileira jamais foi progressista, no sentido de almejar um profunda reforma da vontade coletiva para a redução das imensas desigualdades entre as diversas camadassociais dentro das nossas fronteiras. Aqui estão reunidas as três reais dimensões de um país que jamais foi digno de pena: o sagrado, o profano e o psicológico. Em nenhuma dessas dimensões estivemos perto do patamar civilizatório mínimo para a dignidade da pessoa humana. Continuar lendo O Brasil não tem perdão – André Márcio Neves Soares

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