Post fixo

O Brasil não tem perdão – André Márcio Neves Soares

A infame chacina de Jacarezinho mostrou aos brasileiros dotados de um mínimo de emotividade – os outros merecem ser submetidos a estudos psicológicos sérios -, três coisas de maneira definitiva: 1) “Deus” não é brasileiro, apesar das narrativas religiosas sempre justificarem acontecimentoscomo esse, desde a escravidão; 2) a luta de classes aqui é apenas um pano de fundo para esconder a verdadeira luta pela vida; e 3) a sociedade brasileira jamais foi progressista, no sentido de almejar um profunda reforma da vontade coletiva para a redução das imensas desigualdades entre as diversas camadassociais dentro das nossas fronteiras. Aqui estão reunidas as três reais dimensões de um país que jamais foi digno de pena: o sagrado, o profano e o psicológico. Em nenhuma dessas dimensões estivemos perto do patamar civilizatório mínimo para a dignidade da pessoa humana. Continuar lendo O Brasil não tem perdão – André Márcio Neves Soares

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Post fixo

Engenharia genética diante de uma ( certa) antropologia filosófica – Luís Carlos de Oliveira e Silva

Considerando que a existência – isto é, o lançar-se para fora de si num vazio de significado que necessariamente precisa ser preenchido de sentido – é a essência do ente humano, a questão da autocompreensão é, ainda que muitas vezes não explicitamente, central para a lida humana. Este é o tema por excelência da antropologia filosófica. Continuar lendo Engenharia genética diante de uma ( certa) antropologia filosófica – Luís Carlos de Oliveira e Silva

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Por que deveríamos ler mais John Gray ? – André Marcio Neves Soares

Ora, como almejar pretensiosamente a imortalidade sem sequer alcançar a liberdade? A solução para esse conflito que nunca foi deixado para trás, como disse Kleist, foi elevar a ciência como o atual demiurgo da humanidade. Ao contrário dos antigos que sabiam da incapacidade humana de despir-se do próprio mal interior, os atuais humanos, entorpecidos pela crença secular, buscam rodopiar em volta de si mesmos, como fantoches, e enganar a própria falha primordial: a ação humana. Continuar lendo Por que deveríamos ler mais John Gray ? – André Marcio Neves Soares

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