Ode a um amor que virá ou A procura incessante do ideal – por Arlindenor Pedro

Imagem de Igor Morski

Hoje sai novamente a tua procura

Como de outras vezes vaguei sozinho pela
cidade.

Mergulhei na multidão:


olhei os rostos, escutei as vozes.
A todo momento procurava te ver,
reconhecer teu rosto, teu sorriso.

Vã procura!

Será que um dia te encontrarei?

As vezes me surpreendo imaginando tua figura.

Como serás realmente? Serás como imagino?
A cor do bronze, os cabelos do ouro.
A voz da prata ?

Poderás ser para mim tudo o que desejo?
O despertar constante, o ponto de apoio…
o repouso do guerreiro ?

Amanhã sairei novamente pelas ruas.
Mais uma vez andarei, sozinho, pela multidão.
Na busca do ideal verei muitos rostos,
muitos sorrisos.

Como de outras vezes voltarei sozinho,
sem te encontrar.

Poderei até ter cruzado contigo.
Ou pode ser que sempre tenhas estado
comigo.

E eu cego, sem te ver.

Grajaú, 27/11/64

Arlindenor Pedro

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