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A subdemocracia brasileira – André Márcio Neves Soares

Dessa maneira, o conceito de “subdemocracia” brasileira não está na forma como ela se deu, mas no método a que foi submetida. De fato, na nossa trajetória republicana o povo sempre foi excluído, enganado, marginalizado até, antes de ser reintroduzido na cena política, apenas para legitimar os acordos firmados entre os detentores do poder. Nessa toada, não importa se os governos que se sucederam foram encabeçados por militares, como nos períodos Vargas e na ditadura de 1964-1985, ou não, como no período pós-ditadura. Não à toa, a expressão “República Democrática de Direitos” só foi introduzida na Constituição de 1988. Não que espelhe a realidade, pois continuamos mais para uma “República Oligárquica de Direitos”. Mas é sintomático que, até 1988, a democracia sequer era mencionada na Carta Magna do nosso país. Continuar lendo A subdemocracia brasileira – André Márcio Neves Soares

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A “Guerra pela Eternidade”, de B. Teitelbaum: O Tradicionalismo Político Ocidental como contenção do Anticristo – uma visão Tradicionalista do livro de Benjamim Taítelbaum.

Em uma das conversas reproduzidas no livro, Teitelbaum expõe as diferenças entre o ideólogo do tradicionalismo russo Alexander Dugin e Bannon, que naquela época havia começado a colaborar com o dissidente chinês Guo Wengui. Bannon tentou convencer o filósofo russo de que a Rússia e os Estados Unidos deveriam se unir sob o legado da civilização judaico-cristã (que segundo Bannon é o elo entre a Rússia e o Ocidente) contra a China como “baluarte de valores materialistas”. No entanto, Dugin tem uma visão fundamentalmente diferente do Ocidente e da China das posições de seu homólogo americano. Portanto, o “pacto entre tradicionalistas” proposto por Bannon não se concretizou. Continuar lendo A “Guerra pela Eternidade”, de B. Teitelbaum: O Tradicionalismo Político Ocidental como contenção do Anticristo – uma visão Tradicionalista do livro de Benjamim Taítelbaum.

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A Hermenêutica do Mito – Emmanuel Carneiro Leão

A serpente não mentiu. Verificou-se o que ela predissera. Será que Deus não disse a verdade? A interpretação cristã procura sair da aporia, recorrendo à imortalidade. O homem fôra criado imortal. O que Deus predissera com a cominação imediata da morte foi a perda da imortalidade. Mas o mito desconhece totalmente uma imortalidade do homem tanto depois como antes da transgressão. Por outro lado, o mito também afirma que a serpente enganou o homem. Interrogada por Deus, diz a mulher no versículo 13: “a serpente me enganou para que eu comesse”. Como a serpente pode ter enganado se disse a verdade? Só num caso; a saber, no caso de equivocação do têrmo morrer. Nesse caso, embora seja verdade, o que disse a serpente não é tõda verdade. Há um sentido de morte em que se torna falsa a predição da serpente. Então talvez seja verdadeira a predição da morte imediata feita por Deus. Mas que outra coisa poderá significar do que terminar de viver, a morte biológica? Para se responder essa questão de acôrdo com o mito, deve-se primeiro examinar os efeitos do fruto proibido.
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Sobre a potência política do inumano: retornar à crítica ao humanismo- Vladimir Safatle

É cada vez mais aceito certo diagnóstico de época que determina o presente como era do esgotamento da humanidade do homem. Compreende-se que o projeto filosófico da modernidade forjou, como uma de suas peças fundamentais, a imagem da humanidade enquanto qualidade do que é humano. Qualidade esta definida sobretudo por atributos ligados aos conceitos modernos de sujeito, como: autonomia reflexiva das condutas e ações, autodeterminação capaz de fundar o homem em uma relação de autenticidade a si mesmo, imputabilidade individual própria àquele que é moralmente responsável pelo que faz ser capaz de deliberar no interior do solo seguro de sua interioridade e, por fim, individualidade singular do que é irredutivelmente único. Acredita-se, inclusive, que as lutas políticas e as estratégias de crítica do existente devem estar fundadas na consciência do bloqueio da realização de tais atributos. Um pouco como se o sofrimento que leva a criticar a situação sócio-histórica estivesse ancorado em valores não realizados de autonomia, autodeterminação e autenticidade. Continuar lendo Sobre a potência política do inumano: retornar à crítica ao humanismo- Vladimir Safatle

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O Brasil à venda, mas Bolsonaro sangra – André Márcio Neves Soares

Se o processo de “impeachment” é essencialmente político, e de fato é (infelizmente nos últimos 30 anos estamos indo em direção ao terceiro pleito),talvez a consequência menos visualizada seja a da transformação do nosso sistema de governo, legalmente presidencialista, para o subterrâneo do parlamentarismo não oficial. Em si, os dois sistemas de governos são plenos de direitos desde que um deles esteja em vigor pelas leis do país. Mas estamos, no frigir dos ovos, aumentando o poder do que não é autorizado pela nossa constituição, o parlamentarismo, em detrimento do outro que vigora na nossa carta magna, o presidencialismo. Ou seja, estamos invertendo nosso sistema de governo, pelo menos a cada 10 anos nas últimas 3 décadas, sem o respaldo constitucional, incentivados pelo espetáculo das disputas de pura imagem, tão propício ao capital, pois este se totaliza na relação entre as pessoas, mediada pelas imagens, nos termos de Debord.  Continuar lendo O Brasil à venda, mas Bolsonaro sangra – André Márcio Neves Soares

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O som que ouvimos ao redor, são os jagunços que estão chegando – Arlindenor Pedro

Importante, é frisar que estas sentimentos sempre estiveram ai, Apenas agora, como nos versos de Clarisse Lispector que abrem este texto, , tiveram as condições para marchar com outros . Eu e você é que nunca tínhamos pensado que eles ali estavam . Continuar lendo O som que ouvimos ao redor, são os jagunços que estão chegando – Arlindenor Pedro

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O Brasil não tem perdão – André Márcio Neves Soares

A infame chacina de Jacarezinho mostrou aos brasileiros dotados de um mínimo de emotividade – os outros merecem ser submetidos a estudos psicológicos sérios -, três coisas de maneira definitiva: 1) “Deus” não é brasileiro, apesar das narrativas religiosas sempre justificarem acontecimentoscomo esse, desde a escravidão; 2) a luta de classes aqui é apenas um pano de fundo para esconder a verdadeira luta pela vida; e 3) a sociedade brasileira jamais foi progressista, no sentido de almejar um profunda reforma da vontade coletiva para a redução das imensas desigualdades entre as diversas camadassociais dentro das nossas fronteiras. Aqui estão reunidas as três reais dimensões de um país que jamais foi digno de pena: o sagrado, o profano e o psicológico. Em nenhuma dessas dimensões estivemos perto do patamar civilizatório mínimo para a dignidade da pessoa humana. Continuar lendo O Brasil não tem perdão – André Márcio Neves Soares

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Sujeito Contemporâneo – um debate com o Prof. Robson Oliveira

É o grande mérito do livro de Robson de Oliveira, ter empreendido a primeira análise de diferentes episódios da história da literatura mundial relacionando-os com as etapas do desenvolvimento da forma-sujeito. Ele fala de uma verdadeira “dupla acumulação primitiva”: objetiva – a subordinação da vida social à lógica do capital, crescente de forma incessante durante a modernidade – e subjetiva: a importância crescente da abstratificação e da indiferença (o autor retira de Georg Simmel o conceito de “blasé”) das estruturas psíquicas dos portadores dessa modernidade. Isso diz respeito, deve-se sublinhar, a todas as classes sociais, embora nem sempre da mesma forma: o “sujeito burguês” é uma categoria mais ampla do que apenas a classe burguesa. De maneira bem convincente, ele mostra que a forma-sujeito, que é uma pura abstração, se constitui pelo fim da Idade Média na Europa, paralelamente à emergência do dinheiro, e em relação estreita com uma nova maneira de conceber o tempo, em prelúdio à sua futura abstratificação e aceleração. Continuar lendo Sujeito Contemporâneo – um debate com o Prof. Robson Oliveira

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Engenharia genética diante de uma ( certa) antropologia filosófica – Luís Carlos de Oliveira e Silva

Considerando que a existência – isto é, o lançar-se para fora de si num vazio de significado que necessariamente precisa ser preenchido de sentido – é a essência do ente humano, a questão da autocompreensão é, ainda que muitas vezes não explicitamente, central para a lida humana. Este é o tema por excelência da antropologia filosófica. Continuar lendo Engenharia genética diante de uma ( certa) antropologia filosófica – Luís Carlos de Oliveira e Silva

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Considerações sobre a relação entre a televisão e a sociedade – Anselm Jappe

Uma utopia? Conheci pessoalmente, há vinte anos, na Califórnia algumas pessoas que não eram revolucionárias, mas que tinham decidido tirar o televisor da casa na qual viviam juntas e fechá-lo em uma despensa. Mas acontece que num dia um deles, e em outro dia outro, queria ver “somente determinada transmissão”, e a cada vez o aparelho era reposto em funcionamento. Até que um dia se cansaram, colocaram-no em um jardim sobre um pequeno muro, posicionaram-se a certa distância, tomaram cada um, como bons americanos, o próprio revólver e atiraram todos contra o televisor. Desde então, não se viu mais televisão naquela casa. Continuar lendo Considerações sobre a relação entre a televisão e a sociedade – Anselm Jappe

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Por que deveríamos ler mais John Gray ? – André Marcio Neves Soares

Ora, como almejar pretensiosamente a imortalidade sem sequer alcançar a liberdade? A solução para esse conflito que nunca foi deixado para trás, como disse Kleist, foi elevar a ciência como o atual demiurgo da humanidade. Ao contrário dos antigos que sabiam da incapacidade humana de despir-se do próprio mal interior, os atuais humanos, entorpecidos pela crença secular, buscam rodopiar em volta de si mesmos, como fantoches, e enganar a própria falha primordial: a ação humana. Continuar lendo Por que deveríamos ler mais John Gray ? – André Marcio Neves Soares

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Alguns pontos essenciais da crítica do valor – Anselm Jappe

No começo dos anos 1970, um triplo, senão quádruplo ponto de ruptura foi atingido: econômico (visível no abandono da indexação do dólar pelo padrão-ouro), ecológico (visível no relatório do Clube de Roma), energético (visível no “primeiro choque do petróleo”), aos quais se juntam as mudanças de mentalidade e de formas de vida do pós-1968 (“modernidade líquida”, “terceiro espírito do capitalismo”). Assim, a sociedade mercantil começou a chocar-se contra os seus limites, por vezes externos e internos. Continuar lendo Alguns pontos essenciais da crítica do valor – Anselm Jappe

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Os destinos do marxismo – ler Marx no século XXI- Robert Kurz

Quando o Marx clássico examina a História como um todo, no sentido do conceito hegeliano virado materialista de desenvolvimento e de progresso, fá-lo com o conceito de “história das lutas de classes”, assim projectando, portanto, o processo de desenvolvimento e imposição do capitalismo para toda a história anterior. Só com o conceito de fetiche empregado pelo Marx esotérico se torna possível denominar, num nível teórico de abstração mais elevado, uma comunidade de todas as formas sociais até hoje, não simplesmente através de retroprojeções da era moderna: por mais diferentes que as suas relações possam ter sido, nunca houve sociedades autoconscientes ,que pudessem decidir livremente sobre a utilização das suas possibilidades, houve sempre apenas sociedades que foram dirigidas por meios fetichistas dos mais diferentes tipos (rituais, personificações, tradições determinadas pela religião, etc.). Ter-se-ia de falar aqui de uma “história de relações de fetiche”. O moderno sistema produtor de mercadorias, com a sua economia autonomizada irracionalmente, representa, portanto, apenas a última forma de fetichismo social, fustigada pela sua própria dinâmica cega.

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O objetivo socialista e o novo movimento operário – Robert Kurz

O que está na agenda não é nem a impotente manutenção da tradição, nem o flerte “tático” com o movimento de classe média hoje dominante na superfície social (ou mesmo a desafortunada união de ambos na forma da NHT),[1] mas um esclarecimento impiedoso da questão de por que o comunismo, apesar de um desenvolvimento capitalista para além do seu amadurecimento, ainda não foi capaz de triunfar? Um debate sobre o objetivo socialista é inevitável se a esquerda marxista quiser encontrar o caminho de volta a si mesma. Continuar lendo O objetivo socialista e o novo movimento operário – Robert Kurz

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Um corte maior: Anulação das dívidas – Robert Kurz

O grande corte da anulação das dívidas não deve ser interpretado como solução definitiva e superação do capitalismo. Apenas uma crítica abreviada confunde o capital financeiro com a relação de capital em si. Marx denominou isto como “preconceito popular”. A lógica da crise é assim virada ao contrário: O capitalismo de bolhas financeiras e de dívidas aparece não como consequência do limite interno da acumulação real, mas ao contrário, como causador da crise, realizado por de cobiça malévola. O anti-semitismo com a personificação de um capital judeu imaginário “rapinante” já não está longe. Continuar lendo Um corte maior: Anulação das dívidas – Robert Kurz

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O duplo Marx diante da crise ecológica- Anselm Jappe

A crise ecológica e o esgotamento dos recursos naturais não são aspectos acessórios do modo de produção capitalista e não podem ser evitados com o estabelecimento de um capitalismo mais “inteligente”, moderado, verde e sustentável. Essas crises decorrem de seu princípio básico: o “valor” de um produto no mercado é determinado apenas pelo tempo de trabalho vivo que é socialmente necessário para sua produção. Continuar lendo O duplo Marx diante da crise ecológica- Anselm Jappe

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A democracia como ordem imaginada – vidas precárias que não importam – André Marcio Neves Soares

Se é verdade que a democracia sempre esteve atrelada ao progresso, seja de ideias, seja de desenvolvimento tecnológico, não foi à toa que, quando a antiguidade refluiu para dentro dos muros feudais, a crença democrática sucumbiu junto. Se o que passou a valer foi a sobrevivência, não havia condições intelectuais para o pensar político. O máximo que ocorreu, e assim mesmo lentamente, foi o desenvolvimento técnico para a guerra. Continuar lendo A democracia como ordem imaginada – vidas precárias que não importam – André Marcio Neves Soares

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O Capitalismo não tem salvação . Mas, como escapar dele ?André Márcio Neves Soares

Sobre o que chamo de “teoria das pequenas comunidades”, ela nem mesmo está sendo gestada, discutida, vislumbrada como uma alternativa. Por quê? Porque está no âmago dessa proposta o suplantar do Estado como o conhecemos hoje, seja ele neoliberal, social-liberal ou capitalista estatal. A globalização não elevará o “estúpido duende bípede” (LUXEMBURGO, 1902) ao paraíso fetichista de vida terrena prazerosa, bancada eternamente pela ciência e tecnologia inesgotáveis. Mesmo as drogas alucinatórias estão no seu limite, diante da nossa sede insaciável por mais alienação e satisfação egoica. Ao contrário, é provável que apenas o reverso do que está posto possa indicar alguma saída para o precipício da jornada humana, a saber, o re-aprender com os povos remanescentes que convivem harmonicamente com o planeta terra. Essa é uma ideia que julgo promissora. É preciso elaborá-la com carinho. Continuar lendo O Capitalismo não tem salvação . Mas, como escapar dele ?André Márcio Neves Soares

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Surfamos apenas as ondas do dia-a-dia – André Luiz B. Silva

A pandemia serviu para escancarar que a vida de milhões de brasileiros e brasileiras é supérflua e descartável. Aliás, algumas vidas sequer existiam para o governo, foram denominadas ‘invisíveis’ e apenas apareceram após a deflagração da doença. Continuar lendo Surfamos apenas as ondas do dia-a-dia – André Luiz B. Silva

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Passar fome pela pátria – Maurílio Botelho

Não basta ressaltar a abominável convivência de superprodução e escassez: o sucesso absoluto do setor mais dinâmico da economia brasileira resulta necessariamente na transformação do “mercado interno” em algo secundário. Os milhões de brasileiros que recebem auxílio emergencial e temem o futuro sem esse frágil amparo monetário não foram apenas descartados pelo mercado de trabalho, são tão também dispensáveis como mercado consumidor. Continuar lendo Passar fome pela pátria – Maurílio Botelho

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A democracia devora seus filhos – um livro em debate- um encontro com o prof. Maurilio Lima Botelho

Essa indeterminação histórica é o ponto de partida de Robert Kurz para discutir a relação entre fascismo e capitalismo. Em sua análise, o fascismo histórico aparece como um processo de gestação da democracia. A oposição entre fascismo e democracia erra porque apreende momentos ou etapas distintas de um mesmo processo histórico, manejando categorias abstratas (democracia, ditadura, liberdade) sem a sua respectiva moldura temporal Continuar lendo A democracia devora seus filhos – um livro em debate- um encontro com o prof. Maurilio Lima Botelho

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À espera dos escravos globais- Robert Kurz

Por trás dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, da forma como os concebeu Montesquieu, há um “quarto poder” -o poder estrutural do sistema total de mercado. Desde Rousseau, esse ídolo econômico, que zomba de todo procedimento democrático, atende na teoria política pelo nome abstrato de “bem comum”. Ao jogo democrático sujeitam-se, portanto, somente alternativas predeterminadas (algo como a livre escolha entre a cruz e a caldeirinha), do modo como as concebem os cegos “processos naturais” da física social.
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A Ucranização do Brasil: o governo das milícias como modelo- Danilo Augusto de Oliveira Costa

A relação entre Ucrânia e Brasil começou aparecer com o uso de bandeiras ucranianas, entre elas a da milícia Pravyi Sektor, que se tornou posteriormente um partido da Ucrânia, em atos pró-bolsonaro. Recentemente diversas figuras do bolsonarismo começaram a também defender publicamente uma “ucranizaçao” do Brasil. É o caso do Deputado Daniel Silveira (PSL), que postou, no final de abril, no Twitter: “Está na hora de ucranizar o Brasil. Quem sabe o que foi feito lá [na Ucrânia] entenderá.”. E do comentário da bolsonarista Sara Winter, que lidera agora uma milícia armada chamada 300 do Brasil, dizendo que foi treinada na Ucrânia e que “chegou a hora de ucranizar”. Continuar lendo A Ucranização do Brasil: o governo das milícias como modelo- Danilo Augusto de Oliveira Costa

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No estômago do monstro: a segunda rodada da CoronaCrise – Maurilio Lima Botelho

O estômago do monstro capitalista inchou de tal modo que sua fome só pode ser abreviada com volumes cada vez maiores de ração monetária. Mas não há cirurgia bariátrica que dê conta disso — estamos próximos de uma catástrofe financeira inédita. Continuar lendo No estômago do monstro: a segunda rodada da CoronaCrise – Maurilio Lima Botelho

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um mundo cheio de alvos – Paulo Arantes

Com um estilo próprio, o professor Paulo Arantes nos brinda com o seu pensamento, discorrendo sobre a conjuntura amarga que está posta para nós . Vale a pena separar um tempo dentro desta pandemia para ouvir o professor – sem dúvidas uma das poucas vozes lúcidas nestes momentos de grande confusão teórica . Continuar lendo um mundo cheio de alvos – Paulo Arantes

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Um cheiro de perfume podre: paranoia, negação e militares – André Márcio Neves Soares

O Brasil caiu numa armadilha sinistra. Duas trocas de ministros numa fase crucial da disseminação da epidemia mantêm o Ministério da Saúde de mãos atadas há mais de um mês, enquanto o presidente faz o diabo para acabar com o isolamento social e impor um medicamento inútil, com efeitos colaterais eventualmente graves. Por que essa obstinação? Para dar a ilusão de que existe cura pa Continuar lendo Um cheiro de perfume podre: paranoia, negação e militares – André Márcio Neves Soares

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A informalidade dos informais: desintegração social no Brasil da pandemia- Maurilio Lima Botelho

A pandemia esgarçou o tecido social brasileiro e demonstrou as vísceras de uma estrutura social fragmentada, marcada por extremos econômicos e, principalmente, trouxe à tona a exclusão social, que agora não pode mais ser ignorada. Entretanto, de pouco vai adiantar esse choque de realidade se os instrumentos para enxergá-la permanecem sob os filtros de teorias bolorentas Continuar lendo A informalidade dos informais: desintegração social no Brasil da pandemia- Maurilio Lima Botelho

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Ainda o novo coronavírus e o nosso enigma civilizatório – André Márcio Neves Soares

Os humanos são mais numerosos do que qualquer outro grande animal na história da Terra. E isso representa uma forma de desequilíbrio ecológico que não pode continuar para sempre. Em algum momento haverá uma correção natural Continuar lendo Ainda o novo coronavírus e o nosso enigma civilizatório – André Márcio Neves Soares

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200.000 Cliques – Vale a Pena Comemorar !

Para nós hoje é um motivo de festa e como já fizemos em outras ocasiões estamos dividindo nossa alegria com vocês . Afinal, 200 mil cliques e mais de 5.500 assinantes representam muito para nós, num mar de pessoas totalmente envolvidas pela lógica do positivismo e também pelo negacionismo em ascensão. Continuar lendo 200.000 Cliques – Vale a Pena Comemorar !

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Bem-vindo ao Estado suicidário – Vladimir Safatle

Você é parte de um experimento. Talvez sem perceber, mas você é parte de um experimento. O destino do seu corpo, sua morte são partes de um experimento de tecnologia social, de nova forma de gestão. Nada do que está acontecendo nesse país que se confunde com nossa história é fruto de improviso ou de voluntarismo dos agentes de comando. Até porque, ninguém nunca entendeu processos históricos procurando esclarecer a intencionalidade dos agentes. Saber o que os agentes acham que estão a fazer é realmente o que menos importa. Continuar lendo Bem-vindo ao Estado suicidário – Vladimir Safatle

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História e Desamparo: Mobilização de Massas e Formas Contemporâneas de Anti-Capitalismo – Moishe Postone

Como é bem sabido, o período desde o início dos anos 70 tem sido marcado por transformações estruturais históricas massivas da ordem global, frequentemente entendidas como a transição do Fordismo para o pós-Fordismo (ou, melhor, do Fordismo para o pós-Fordismo [e] para o capitalismo global neoliberal). Esta transformação da vida social, económica e cultural, que implicou o enfraquecimento da ordem centrada no Estado de meados do século XX, foi tão importante como a transição anterior do capitalismo liberal do século XIX para as formas estatais intervencionistas e burocráticas do século XX. Continuar lendo História e Desamparo: Mobilização de Massas e Formas Contemporâneas de Anti-Capitalismo – Moishe Postone

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Violência e Barbárie – Marildo Menegat

A dificuldade de se explicar a violência brasileira está associada a este problema, recorrente na tradição crítica, que reconhece os fundamentos do estatuto paradoxal da realidade como uma dualidade constitutiva do país, a qual, por um lado, se define pelas aspirações do padrão civilizatório ocidental – de um Estado de Direito dependente do mercado – e, às suas costas, se (de)forma, com ares de normalidade, a partir da convivência com os mais abjetos dos tratos das massas socializadas pela dinâmica produtora de mercadorias, um mundo de horrores Continuar lendo Violência e Barbárie – Marildo Menegat

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A alienação dos desesperados – um ensaio de Joana Loureiro

O filme “A Noite dos Desesperados” (no título em inglês, “They Shoot Horses, Don’t They?”) foi aos cinemas no ano de 1969, retratando uma decadente sociedade americana atingida pela crise que assombrou o final dos anos 1920. 50 anos depois … Continuar lendo A alienação dos desesperados – um ensaio de Joana Loureiro

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roswitha scholz e a crítica de um novo marxismo feminista – Taylisi Leite

Colhido em Lavra Palavra  A assim denominada atualmente “Nova crítica do valor” (tradução de Wertkritik) surgiu em 1986, organizada em torno da leitura da obra do Professor de Chicago Moishe Postone, e logo tomou os contornos de um fórum, a … Continuar lendo roswitha scholz e a crítica de um novo marxismo feminista – Taylisi Leite

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